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Terça-feira, 27 de Setembro de 2005

Autopsicografia


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa 1930

publicado por egasmoniz às 11:27

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De Carina Neto a 27 de Setembro de 2005 às 17:01
Dizem que finjo ou minto/
Tudo o que escrevo. Não./
Eu simplesmente sinto/
Com a imaginação./
Não uso o coração./

Tudo o que sonho ou passo,/
O que me falta ou finda,/
É como que um terraço/
Sobre outra coisa ainda./
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio/
Do que não está ao pé,/
livre do meu enleio,/
Sério do que não é./
Sentir? Sinta quem lê!/
(Fernando Pessoa)


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